quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
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Futebol Profissional

Cuidados com o mosquito

Médico do Nova Iguaçu alerta jogadores para se proteger do zika vírus

Não tem jeito, todo cuidado é pouco quando se fala do Aedes aegypti. O mosquito transmissor da dengue ficou ainda mais perigoso depois dos surtos de febre Chikungunya e do zika vírus. Este último vem deixando as autoridades ainda mais preocupadas, e mais de 20 estados brasileiros e 25 países já tiveram casos registrados da doença.

O Nova Iguaçu FC fez questão de abordar esse assunto e ressaltar os cuidados que os jogadores devem ter para se prevenirem da doença, em palestra ministrada nesta quarta-feira pelo médico do clube, Dr. Fábio Denis, aos atletas das equipes profissional e sub-20. Na explanação, o médico deu detalhes sobre a doença e enfatizou que o cuidado deve ser tomado diariamente.

- Além dos cuidados que tomamos normalmente, como não deixar a água parada, uma forma importantíssima de se prevenir é a proteção pessoal, com o uso de repelente. Não é repelente caseiro, que a vovó falou, que a mãe falou… É o que se compra na farmácia. Não adianta usar creme cheiroso, perfume… É repelente e ponto final – ressaltou o médico.

Dr. Fábio Denis orienta atletas do sub-20 do Nova Iguaçu sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

A região da Baixada Fluminense é uma das que possuem o maior índice de transmissão de doenças pelo mosquito Aedes aegypti. Por isso, é importante redobrar a atenção. Segundo Fábio Denis, a localidade de Comendador Soares, em Nova Iguaçu, é uma das mais afetadas. E os atletas ainda sentem mais os sintomas da doença.

- Por serem atletas de alto rendimento, o tempo de recuperação é maior, por terem um metabolismo mais acelerado. Como atleta de alto rendimento, ele fica bastante acometido pela doença, mais do que as pessoas que não praticam esportes em alto nível e numa intensidade tão grande. O tempo de recuperação total pode ser de 20 dias, então pode prejudicá-los muito – enfatizou.

Estima-se que já tenham sido registrados no Brasil entre 500 mil e 1,5 milhão de casos de zika vírus. A doença causa sintomas como febre baixa, manchas na pele, dores musculares e coceira. Além disso, já foi confirmada a relação da zika com os casos de microcefalia, e as grávidas precisam ficar ainda mais atentas.

Bernardo Gleizer